Carijó de feijão e arroz na panela de ferro

A panela de ferro era uma espécie de contadora de histórias na casa em que cresceu a gaúcha Jozieli Camargo Noquete Weber, de 23 anos. A mãe aproveitava a gordurinha e o molho da carne feita no almoço para, no jantar, fazer surgir da mesmíssima panela um prato novo que ela chamava de “carijó”, comida até o momento “impossível” de reproduzir.

“Tinha uma coisa que minha mãe fazia pra janta que eu nunca mais comi igual. Ela pegava a panela de ferro onde tinha feito a carne do almoço e que agora só tinha um restinho de molho e colocava feijão e arroz e mexia até estar tudo bem misturadinho, começando a fritar por causa da gordura do molho. Ficava a coisa mais deliciosa do mundo, e tinha sempre uma rapinha bem ‘crocantinha’ que eu queria comer; depois que todo mundo comia eu rapava a panela, tirando até o último grãozinho de arroz que tivesse.

Ela sempre chamou essa comida de ‘carijó’. Eu já tentei fazer, mas não fica igual, talvez porque eu não tenho uma panela de ferro ou porque meu molho não é tão bom quanto o dela. Não sei.

***

Este depoimento deu origem a um verbete em O dicionário das comidas impossíveis, que surge das respostas ao questionário Fatias de memória.

Clique aqui para contar sua história e nos ajudar a preencher esse relicário.

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