“Para ter história, basta ser pessoa”

Fachada do Museu da Pessoa, em São Paulo (Foto: Lembraria)
Fachada do Museu da Pessoa, em São Paulo

Novidade: o Lembraria acaba de assinar uma parceria com o Museu da Pessoa. Por meio dela, vamos trabalhar o acervo do Museu para extrair, do manancial de depoimentos e histórias de vida coletados em vídeo, mais histórias de comida.

O Museu da Pessoa surgiu em São Paulo, em 1991, a fim de registrar, preservar e espalhar por aí o modo como cada um narra a própria trajetória. Tem uma sede com uma fachada toda forrada de tampinhas de plástico (foto), de onde extraímos o título desta nota. Quem deseja “se contar” vai até lá e… fala. Em vídeo. Fora isso, a instituição atua em museologia, educação, oralidade. Um trabalho bonito e alinhado com o que a gente acredita: visitar o passado “ajuda a olhar” o presente e a tentar um futuro possível. O conteúdo está organizado em coleções no site do Museu, tudo aberto ao público.

Em parte, o Museu documenta respostas a perguntas elementares que muitas vezes esquecemos de fazer. Como foi/é a sua vida? Como o avô conheceu a avó? Por que decidiram ficar juntos? Depois de um ou outro choque de realidade, nos damos conta do peso dessa ausência de dados. Em muitos sentidos. Por que não perguntei quando ele estava aqui para me dizer?

Basicamente, quem deseja participar agenda uma gravação e vai ao estúdio do museu, diante da câmera e em um gesto corajoso e generoso, falar da vida. Para obter esse material, os entrevistadores usam uma metodologia – as perguntas, a postura, o olhar – baseada na disposição para ouvir. “Conhecer – por meio da escuta ou da leitura – um grupo de histórias de vida é uma maneira de expandir nossa visão do mundo, pois elas são uma peça de informação única, que nos mostra como as diferentes pessoas criam suas próprias realidades.”

Além de investigar profundamente o acervo para entender como a comida se insere nos depoimentos das pessoas, também vamos levar para o site do Museu uma coluna do Lembraria. Ela vai fazer circular nossas próprias coleções de memória e comida. É um vaivém valioso e enriquecedor. Estamos felizes. Vamos estrear, lá e aqui, em outubro, abrindo uma janela de oportunidade. Acompanhe.

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